Violência entre casais

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Foto: Internet.

A violência em si, não é boa para ninguém, mas ela pode ocorrer em todos lugares e com qualquer pessoa. Às vezes, por pequenos motivos, já é o suficiente para começar. Foi o que ocorreu neste último final de semana, no qual tive o dissabor de presenciar uma briga entre um casal de jovens, que pela fisionomia, deviam ter idade de dezesseis ou dezessete anos.

Este comportamento é o que pode ser chamado de “cultura genética”, ou seja, um aprendizado disfuncional de geração em geração, face a aprendizagem por imitação. Filhos desde a tenra idade, presenciam o conflito dos pais, levando-o(a)s a buscar parceiro(a)s, seja na adolescência ou na fase adulta, que tiveram a mesma aprendizagem.

Isso é caracterizado como dissonância cognitiva. Em outras palavras, significa dizer que as pessoas optam pelo desconforto (sofrimento) conhecido porque já presenciaram e sabem como lidar, ao invés do conforto desconhecido (nunca aprenderam por imitação, uma vida harmônica). Por estas razões é que torna difícil reduzir a violência doméstica.

Este mecanismo se repete por dois fatores, de um lado, as crianças são quase 100% receptivas, isto é, não tem conhecimentos do que seja certo ou errado e por isso, são incapazes de fazer julgamentos daquilo que estão aprendendo se é bom ou ruim. Por outro lado, os adultos que predispõe a ter filhos, não buscam conhecimentos suficientemente bom, para ser pai ou mãe.

Diante do exposto, pode se pensar: por que não criar uma escola para pais/mães?

Já existe uma instituição chamada de “escola de pais”, porém o público que atendem ainda é muito pequeno.

As próprias escolas também poderiam fomentar um programa mais específico, quanto a educar pais e mães, uma vez que, em quase toda escola existe uma associação de pais e professores, o que falta é uma liderança mais convicta e comprometida com esta necessidade. Um complicador que não pode ser ignorado é a disponibilidade de horário comum entre pais e professores para reunirem e debater os temas inerentes a real e necessária educação aos alunos.

A triste realidade é: são poucas as pessoas que tem interesse neste assunto, o que torna ainda mais difícil minimizar a violência doméstica e por consequência a violência na rua.

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